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Santis marca presença no Rio Preto Tech Summit

Com transação já concluída na região, boutique de M&A conhecida pela atuação humanizada aposta na expansão do relacionamento com empresas de tecnologia no interior paulista

Santis participou do Rio Preto Tech Summit.
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Com transação já concluída na região, boutique de M&A conhecida pela atuação humanizada aposta na expansão do relacionamento com empresas de tecnologia no interior paulista

Entre os 75 estandes montados no Complexo Swift, em São José do Rio Preto, nos dias 5 e 6 de agosto, a maioria exibia software, automação e inteligência artificial. Um deles destoava: não vendia tecnologia, e sim o que pode acontecer com uma empresa de tecnologia quando ela cresce. Era o stand da Santis, boutique de fusões e aquisições fundada em 2019 em São Paulo, que escolheu o Rio Preto Tech Summit para uma estreia dupla: a primeira vez da empresa como expositora em uma feira, e logo em um evento a 440 quilômetros da capital.

A escolha não foi por acaso. Para a Santis, o interior paulista concentra exatamente o perfil de empresa que o mercado de M&A (fusões e aquisições) brasileiro vai disputar nos próximos anos: negócios de tecnologia em amadurecimento, fundados longe do eixo tradicional, que ainda não apareceram no radar dos grandes bancos de investimento.

Um mercado mais seletivo, e mais distribuído

O momento ajuda a explicar a aposta. Segundo levantamento da TTR Data, o Brasil registrou 593 transações de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2026, queda de 35,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O capital transacionado, porém, cresceu: foram R$ 166,85 bilhões, alta de 3,4%. Menos negócios, cheques maiores, investidores mais criteriosos na escolha dos alvos. E um dado que interessa diretamente a quem esteve em Rio Preto: tecnologia e serviços digitais seguem como o setor com maior número de operações no país.

Em um ambiente mais exigente, a busca por bons ativos passou a demandar presença física na região de origem dos negócios. Segundo o sócio de M&A Renato Winther, “quando o mercado se torna mais seletivo, as melhores oportunidades nem sempre chegam espontaneamente às assessorias localizadas na capital”. Por esse motivo, a equipe decidiu ir a campo para construir relacionamento com os empreendedores muito antes de um evento de liquidez acontecer.

A feira que virou vitrine do interior

A escolha do local acompanhou o crescimento do ecossistema regional. Organizado pela Associação Noroeste Paulista de Tecnologia da Informação (APETI), o Rio Preto Tech Summit chegou à quinta edição com estrutura ampliada no Complexo Swift e no Teatro Paulo Moura. O evento triplicou de área e aumentou de 30 para 75 o número de estandes, consolidando um histórico que já supera 10 mil participantes e R$ 100 milhões em negócios gerados.

A participação no encontro também confirmou a tese de expansão da boutique no interior paulista. O sócio-fundador Felipe Argemi destaca que a casa já possui histórico de atuação na região, incluindo uma transação concluída em São José do Rio Preto. Para o executivo, acompanhar de perto a evolução do evento e a relevância das empresas locais reforça a importância de manter proximidade contínua com os empresários do interior.

Preparação e escuta ativa no middle market

Fundada por executivos com passagem por grandes bancos e consultorias, a Santis se posiciona como uma boutique de M&A com atuação que a própria empresa define como humanizada. A tese que sustenta essa escolha é numérica: das mais de 22 milhões de empresas ativas no Brasil, a imensa maioria não ultrapassa R$ 10 milhões de faturamento anual, tamanho que costuma deixá-las fora do radar de investidores e compradores.

“O empresário do interior costuma descobrir o M&A tarde demais, quando recebe uma proposta e percebe que a empresa não está pronta: governança frágil, números desorganizados, sucessão indefinida. Nosso trabalho começa muito antes, preparando a empresa para que, quando a oportunidade aparecer, ela valha o que deveria valer”, afirma Argemi.

M&A como ferramenta de crescimento 

A presença de uma assessoria financeira em um evento focado em inovação indica a maturidade do ambiente de negócios fora dos grandes centros urbanos. Polos do interior de São Paulo deixaram de ser apenas centros de produção para se tornarem geradores de tecnologia, passando a demandar estruturas financeiras do mesmo nível das disponíveis na capital.

Para o empresário regional, o movimento mostra que processos de fusão e aquisição não estão restritos a multinacionais. “Com o planejamento adequado desde as fases iniciais do negócio, a busca por sócios ou investidores passa a integrar a estratégia normal de expansão de empresas bem geridas na região”, afirma Winther.