30/09/2026
Advogados que atuavam na defesa de médicos desde 2019 perceberam que faltavam peritos e que o obstáculo era a burocracia. Criada em 2024, a M Perícias geriu 15.779 perícias em sete meses e conta como atravessou a crise de atendimento de janeiro
Todo processo judicial que depende de uma questão técnica, como a extensão de uma lesão, a causa de uma incapacidade ou o nexo entre uma doença e o trabalho, precisa de um perito. Quem nomeia esse profissional é o juiz, a partir do cadastro mantido por cada tribunal,
como determina o artigo 156 do Código de Processo Civil. Para o médico, o laudo é a parte que ele domina. O que costuma afastá-lo da função é tudo o que vem antes e depois dele.
Foi nesse intervalo que a M Perícias, de Maringá (PR), construiu o negócio. Exclusiva para médicos, a assessoria assume o cadastro nos tribunais, o acompanhamento de intimações e prazos, a organização de documentos e a proposta e cobrança de honorários, e devolve ao profissional apenas a parte técnica
do trabalho. Segundo a empresa, são hoje 1.852 peritos médicos ativos nos tribunais, com cadastro em todos os estados do país, e 15.779 perícias geridas entre março e setembro de 2026.
1. A origem: um escritório que defendia médicos
A história começa antes da empresa. Desde 2019, o grupo atua como advocacia na defesa de médicos em processos judiciais. À frente dele está Alcides Martinhago Junior, CEO da M Perícias, advogado que já atuou em 5.642 processos e autor dos livros Blindagem Médica, Blindagem do Perito Médico
e Negócios de Alta Complexidade.
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