Com avanço da inteligência artificial nas empresas, a finance controller, Heloísa Lima, aponta que capacidade de interpretar cenários e orientar decisões ganha importância diante do excesso de indicadores
Dashboards atualizados em tempo real, indicadores de desempenho, sistemas integrados, projeções e relatórios cada vez mais detalhados. A quantidade de informações disponíveis para as empresas nunca foi tão grande. Com a incorporação da inteligência artificial (IA) às rotinas corporativas, a capacidade de cruzar dados, identificar tendências e detectar
variações também avançou. Para a finance controller Heloísa Lima, no entanto, mais informação não significa necessariamente mais clareza para quem precisa tomar decisões.
Segundo a especialista, a transformação provocada pela IA no setor financeiro vai além da automação de tarefas. O principal impacto tende a estar na mudança do papel desempenhado pelos profissionais da área dentro das organizações.
"Nunca tivemos tantos dados, tanta tecnologia e tanta capacidade de processamento. Mas isso não significa, necessariamente, que temos mais clareza. A questão agora é o que fazemos com toda essa informação", afirma Heloísa.
Da explicação do passado à antecipação de cenários
Durante décadas, uma parcela relevante da rotina das áreas financeiras esteve concentrada na coleta, consolidação e conferência de informações. Fechar o mês, comparar realizado e orçamento, identificar variações, atualizar projeções e explicar resultados fazem parte de um ciclo conhecido pelos profissionais do setor.
A automação já vinha reduzindo o tempo dedicado a algumas dessas tarefas. Com a inteligência artificial, esse processo ganha velocidade: ferramentas podem identificar alterações de margem, localizar os principais fatores responsáveis por uma variação, comparar históricos e auxiliar na elaboração de cenários.
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