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Startup Empregol aposta na recolocação de jogadores e no desenvolvimento deles

05/10/2026

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Regra aprovada por CBF e clubes em 21 de setembro vai obrigar as equipes a abrir espaço para mais atletas formados no país. A Empregol quer ser a ponte entre esses clubes e os jogadores sem contrato, que são a maioria dos profissionais brasileiros

Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, em 21 de setembro, a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de reduzir de forma gradual o número de estrangeiros relacionados por partida. O limite, hoje de nove atletas, cai para oito em 2027 e chega

a cinco em 2030. A partir da próxima temporada, pelo menos 20 dos 50 inscritos de cada clube no Brasileirão também terão de ter até 23 anos. A proporção sobe aos poucos até 2030, quando metade da lista, 25 vagas, ficará reservada a atletas sub-23.

A mudança responde a um diagnóstico da própria entidade. Segundo estudo da CBF Academy apresentado aos clubes, os atletas sub-23 ficaram com 13,8% dos minutos disputados na Série A em 2026, enquanto a participação de estrangeiros com mais de 23 anos passou de 7,8% para 25% dos minutos

entre 2020 e 2026. Neste ano, 172 atletas vindos do exterior foram utilizados no futebol brasileiro, 15 a mais que na temporada anterior. A idade média dos jogadores da primeira divisão, por sua vez, subiu de 27,3 anos em 2021 para 28,5 anos.

A regra tende a aumentar a procura por jogador formado no país, mas esbarra em uma característica estrutural do mercado: a maior parte dos atletas profissionais brasileiros não tem contrato ativo. Levantamento feito pela consultoria EY para a CBF e divulgado em 2019 contou cerca de 360 mil

atletas registrados no país, somando profissionais e não profissionais. Desses, cerca de 88 mil eram profissionais, e apenas 11,7 mil tinham contrato ativo na data de corte do estudo.

Abaixo da elite, os contratos são curtos e de baixo valor. O Relatório de Transferências 2026 da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), produzido com a CBF Academy, mostra que os contratos domésticos firmados por clubes da Série A na primeira janela do ano têm

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