Após gravidez e amamentação, mudanças no abdômen e nas mamas levam mulheres a buscar procedimentos combinados. Dr. Seung Lee, cirurgião plástico, reforça que planejamento e segurança devem vir antes da estética
A gravidez transforma o corpo feminino de maneira profunda. Além do ganho de peso, a gestação pode provocar alterações na pele, flacidez abdominal, afastamento dos músculos, mudanças no contorno corporal e queda ou perda de volume das mamas após a amamentação. É nesse cenário que o chamado "mommy
makeover", conjunto de procedimentos de cirurgia plástica realizado após a gestação, ganhou espaço no debate sobre reconstrução do contorno corporal e autoestima feminina.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o mommy makeover reúne procedimentos que podem ser indicados individualmente ou associados, como abdominoplastia, lipoaspiração e cirurgias mamárias, incluindo mastopexia, mamoplastia redutora ou aumento mamário. A indicação, entretanto, deve considerar as características anatômicas, o histórico clínico e os objetivos de
cada paciente.
O movimento acontece em um país que permanece entre os principais mercados mundiais de cirurgia plástica. De acordo com o levantamento global mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em setembro de 2026, o Brasil registrou cerca de 3,2 milhões de procedimentos estéticos em
2025, sendo aproximadamente 2,3 milhões cirúrgicos, mantendo a liderança mundial em número de procedimentos cirúrgicos realizados por cirurgiões plásticos.
Um corpo que mudou e não necessariamente "voltará" sozinho
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