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O custo de construir software caiu; o de alugá-lo, não

01/10/2026

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Desenvolvimento assistido por inteligência artificial reduziu o tempo e o preço de produzir sistemas sob medida, enquanto o modelo de assinatura corporativa seguiu a trajetória inversa. A equação que orientou a decisão entre comprar e construir na última década perdeu validade, e poucas empresas refizeram a conta

A equação da última década

A decisão entre comprar software pronto e construir uma solução própria foi resolvida, na maior parte do mercado corporativo da última década, por uma razão econômica direta: desenvolver era caro, lento e arriscado. Assinar era previsível. Essa assimetria sustentou o crescimento do modelo de software como serviço e

produziu o padrão que hoje organiza a maioria das operações, com dezenas de fornecedores externos e poucos sistemas próprios.

Para Guilherme Friol, CEO da Vircos, empresa de engenharia de inteligência artificial corporativa, essa equação continua orientando decisões, mas as duas variáveis que a sustentavam andaram em direções opostas: produzir software ficou mais barato e mais rápido, e alugá-lo ficou mais caro e menos previsível.

O que mudou no custo de construir

O que mudou de patamar foi o custo de produzir software. Análise do Goldman Sachs publicada em março de 2026 aponta que, no agregado da economia, ainda não há relação significativa entre adoção de inteligência artificial e ganho de produtividade. Em dois domínios específicos, no entanto, o resultado

é claro: empresas que implantaram IA em suporte ao cliente e em desenvolvimento de software relataram ganho mediano de cerca de 30%. Desenvolvimento é justamente a variável que definia o custo do lado do construir.

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