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Elas temem câncer de mama, mas são as doenças cardiovasculares que matam mais as mulheres no Brasil

29/09/2026

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A cardiologista Larissa Bethania desmonta o mito de que o maior risco feminino é o câncer, e aponta o inimigo silencioso que ninguém está olhando

Ela tem 45 anos, administra a carreira, a casa e os filhos. Dorme mal, come correndo e nunca faltou ao exame anual da mama. O que ela (e a maioria das brasileiras) não sabe é que o maior risco à sua vida não mora no que ela mais

teme, mas sim no infarto, no AVC, na insuficiência cardíaca, que ela nem imagina.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças cardiovasculares respondem por um terço das mortes de mulheres no mundo, cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia. No Brasil, estima-se que mais de 30% das mortes femininas sejam causadas por infarto, AVC

e insuficiência cardíaca, um índice que supera, somadas, as mortes por câncer de mama e de colo do útero. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), no ritmo atual, uma mulher morre por infarto a cada 12 minutos e por AVC a cada 10

minutos.

É justamente esse cenário que motivou a SBC a publicar, em posicionamento oficial do seu Departamento de Cardiologia da Mulher, um alerta: as doenças cardiovasculares seguem sendo subdiagnosticadas nas mulheres, o que atrasa o início do tratamento e aumenta o risco de complicações graves, como infarto e AVC.

Ainda assim, a percepção de risco permanece invertida. Enquanto o Outubro Rosa mobiliza milhões de mulheres para o rastreamento do câncer de mama (campanha que tem pleno mérito), o coração feminino segue subestimado, inclusive dentro dos consultórios.

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