29/09/2026
Quando o mercado passa a ler pesquisa, o crédito não desaparece, mas encarece e desacelera. A empresa média com ativo parado no balanço tem uma janela curta para converter garantia real em capital antes do prêmio de risco entrar no spread, e chegar à acomodação pós-eleitoral com fôlego
para renegociar, não para sobreviver
O calendário do crédito
O crédito corporativo tem um calendário próprio em ano de eleição, e ele não coincide com o do câmbio. Enquanto a cotação incorpora o prêmio de risco de dois resultados possíveis entre agosto e outubro, o apetite das mesas de crédito reage com atraso: as condições se deterioram
nas semanas em que o mercado está lendo pesquisa e só se normalizam depois da acomodação, que costuma vir entre novembro e dezembro. O primeiro turno é em 4 de outubro; o segundo, em 25.
Para a empresa que fatura entre R$ 10 milhões e R$ 300 milhões e opera com margem fina, o intervalo é um problema de timing, não de acesso. O balcão bancário continua aberto, mas o spread sobe, o prazo encurta e a exigência de garantia cresce exatamente quando
o caixa mais precisa de fôlego. A alternativa que ganhou espaço nos últimos meses é o crédito estruturado com garantia real, que a GX Capital tem levado a empresas médias como substituto do balcão.
"Em ano eleitoral o crédito não some, ele fica mais caro e mais lento nas semanas em que o mercado está lendo pesquisa. A empresa que estrutura em setembro, com garantia real e prazo casado com o fluxo, fecha condição antes de o prêmio de risco entrar no
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