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O time interno de IA vale mais do que a licença: o retorno escondido de construir

24/09/2026

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Na comparação entre contratar e construir inteligência artificial, a planilha costuma parar no custo do sistema. Fica de fora o ativo que só aparece de um lado da conta: as pessoas que, ao construir, passaram a entender o dado da própria empresa. Num país com déficit de profissionais

de tecnologia, isso é retenção e é valor de empresa

1. O que a planilha não soma

A decisão entre comprar uma solução pronta e construir com engenharia é feita, na maioria das empresas, com duas colunas: custo da licença de um lado, custo do projeto do outro. A comparação parece justa e não é, porque uma das colunas entrega algo que a outra não

entrega e que não cabe em planilha. Ao final de um projeto construído, a empresa fica com o sistema e fica com o time que sabe como ele funciona. Ao final de um contrato de licença, a empresa fica com a renovação.

"Quando a empresa constrói, o que sobra no fim do projeto não é só o sistema. É gente que entende o próprio dado. Isso não vem em renovação de contrato", afirma Guilherme Friol, CEO da Vircos, empresa de engenharia de inteligência artificial corporativa.

A Brasscom estimou a demanda de quase 800 mil profissionais de tecnologia no Brasil entre 2021 e 2025, com formação anual em torno de 53 mil. O que a conta mostra é que profissional que entende de dado e de inteligência artificial aplicada ao negócio é escasso, caro

de contratar e difícil de segurar. A empresa que forma esse profissional dentro de casa, no próprio projeto, resolve os três problemas de uma vez: não precisa contratar pronto, forma no contexto certo e cria o vínculo que retém.

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