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“Fiscalizar é necessário, mas quem vive na estrada também precisa ser ouvido”, defende Florismar Júnior

18/09/2026

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Caminhoneiro de Goiânia chama atenção para a realidade de quem depende diariamente das rodovias e defende que segurança no trânsito seja discutida para além de radares e multas

Quem atravessa Goiás todos os dias atrás de um volante conhece uma realidade que nem sempre aparece nas discussões sobre trânsito. Buracos, sinalização, acostamentos, pontos de parada, custos da atividade e horas seguidas dentro de uma cabine fazem parte da rotina de milhares de trabalhadores.

É a partir dessa experiência que o caminhoneiro goianiense Florismar Júnior tem levantado uma discussão: se o motorista é cada vez mais fiscalizado e cobrado para cumprir as regras, o poder público também precisa continuar avançando na estrutura oferecida a quem utiliza as rodovias.

Em entrevista ao Anápolis Notícias, Florismar deixou claro que o debate não deve ser colocado como uma disputa contra a fiscalização. Para ele, radares, controle de velocidade e cumprimento das leis têm papel importante na segurança. O questionamento está em olhar para o trânsito de maneira mais ampla.

A discussão ocorre em um estado com uma malha rodoviária extensa. Segundo a Goinfra, Goiás possui 21,6 mil quilômetros de rodovias estaduais, considerando trechos pavimentados e não pavimentados. Desse total, aproximadamente 12,7 mil quilômetros são pavimentados. A própria agência mantém programas de conservação envolvendo pista, acostamentos, pontes e

outros dispositivos rodoviários.

Ao mesmo tempo, a fiscalização eletrônica integra a política estadual de segurança viária. A Goinfra disponibiliza publicamente a localização dos equipamentos de monitoramento de velocidade, além das notas de instalação e dos estudos técnicos relacionados aos pontos fiscalizados.

É justamente nesse cenário que Florismar busca colocar o motorista profissional no centro da conversa.

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