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A ponte da Rota Bioceânica fica pronta em setembro. O corredor, não

16/09/2026

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A pavimentação da estrutura entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta está prevista para este mês, mas as vias de acesso definitivas só aparecem no cronograma em fevereiro de 2027 e o centro integrado de controle de fronteira segue em montagem. Para quem opera carga entre Brasil, Paraguai, Argentina

e Chile, o gargalo do Corredor Bioceânico nunca foi o concreto

Em 23 de julho de 2026, as estruturas erguidas nas duas margens do rio Paraguai se encontraram no chamado "beijo das aduelas", etapa que marca a união física da ponte internacional entre Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A cerimônia oficial prevista

para a data foi cancelada por causa do tempo e substituída por uma visita técnica. Com cerca de 90% da superestrutura concluída, a obra entrou na fase de acabamento, que inclui a pavimentação do trecho central e a instalação dos sistemas complementares. O cronograma oficial aponta setembro de

2026 para a conclusão dos trabalhos na ponte.

A estrutura tem 1.294 metros de extensão e 20,10 metros de largura, com investimento estimado em cerca de US$ 103 milhões financiados pela margem paraguaia de Itaipu. É a peça mais visível do Corredor Bioceânico, a rota rodoviária que pretende ligar o Atlântico ao Pacífico atravessando Brasil, Paraguai,

Argentina e Chile, com Porto Murtinho como ponto de saída do território brasileiro. O simbolismo da travessia concluída é grande. O efeito logístico imediato, não tanto.