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A importância de contratos tanto na expatriação quanto na repatriação executiva

16/09/2026

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Giovana Atarasi Jurca explica quais as principais cláusulas contratuais protegem a carreira, o patrimônio e a reputação de quem assume uma missão internacional

Ir para o exterior para comandar uma nova filial, abrir um mercado ou liderar uma integração pós-aquisição costuma ser tratado pelo executivo como um convite, uma validação da carreira que não se recusa. O que a maioria não trata com o mesmo cuidado é o contrato que sustenta

essa decisão, e essa desatenção tem um custo que só aparece depois, quando já não há mais poder de negociação: no momento do retorno.

Giovana Atarasi Jurca, especialista na proteção de carreira, estruturação de contratos de mobilidade internacional e proteção patrimonial de altos executivos, observa um padrão recorrente: o executivo negocia bem as condições de ida, mas aceita a repatriação sem cláusula nenhuma, como se fosse um detalhe operacional, mas não é.

É o ponto em que ele fica mais exposto e menos protegido.

Um vínculo que atravessa duas legislações

O executivo expatriado normalmente mantém o contrato com a empresa de origem, mas passa a atuar sob a legislação trabalhista, previdenciária e tributária do país anfitrião. Essa dupla sujeição não se resolve com um contrato genérico adaptado às pressas. Ela exige negociação explícita de pontos que, se ficarem