Desenvolvidas pela Seja Eleito Brasil, a plataforma Horus Data e a Máquina de Narrativas usam inteligência artificial para mapear território eleitoral e produzir conteúdo de campanha dentro das regras do TSE. A eleição de 4 de outubro é o primeiro teste em escala nacional
A eleição de 2026 vai ser lembrada como a primeira em que a inteligência artificial deixou de ser assunto de painel e virou ferramenta de trabalho dentro das campanhas brasileiras. O debate público concentrou-se na parte visível e ruidosa da tecnologia: o vídeo sintético exibido pelo PL na
convenção nacional, o julgamento sobre a imagem de Jair Bolsonaro gerada por IA, as regras do Tribunal Superior Eleitoral sobre conteúdo manipulado. Mas o uso que mais cresce nas campanhas é o invisível: a IA que não aparece na tela e serve para decidir onde o candidato vai
gastar seu tempo, seu dinheiro e sua voz.
É nessa faixa que opera a Seja Eleito Brasil, consultoria de marketing político sediada em Botucatu, no interior de São Paulo, que chega a 2026 com duas plataformas próprias no ar: a Horus Data, sistema de inteligência eleitoral, e a Máquina de Narrativas, plataforma de geração de conteúdo
político com IA.
Por trás das duas está o jornalista José Conte, 46 anos, na imprensa desde 2001 e em campanhas desde 2008. Ele soma mais de 200 campanhas atendidas em todas as regiões do país, quase sempre no mesmo modelo: ensinar o método à equipe do candidato em vez de
assumir a operação. Foi assim em Miguelópolis (SP), em 2016, quando um candidato que disputava pela terceira vez e aparecia em terceiro lugar terminou eleito prefeito com 57,98% dos votos válidos, 7.406 votos contra 5.152 do segundo colocado. E foi assim em Maximiliano de Almeida (RS), em 2020,
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