Especialista explica como mudanças no sistema tributário podem afetar a competitividade dos negócios e quais erros empresários precisam evitar durante o período de transição
A Reforma Tributária representa uma das maiores mudanças econômicas já realizadas no país e promete alterar significativamente a forma como as empresas administram seus tributos. Mais do que substituir impostos, o novo modelo exigirá uma revisão da gestão financeira, da precificação, dos contratos e da própria estratégia empresarial.
Na avaliação da advogada tributarista e mentora Thainá Oliveira, o maior desafio não está apenas em compreender a nova legislação, mas em adaptar a operação das empresas a uma realidade completamente diferente da atual. "Estamos diante de uma mudança estrutural. A Reforma Tributária altera a forma como os
tributos incidem sobre as operações e exige que empresários deixem de enxergar a gestão tributária apenas como uma obrigação fiscal para incorporá-la às decisões estratégicas do negócio".
Reforma muda a lógica da tributação
O novo sistema substituirá tributos como PIS, Cofins, ICMS, ISS e parte do IPI pela CBS, IBS e pelo Imposto Seletivo. Segundo a especialista, isso exige reorganização da precificação, dos contratos, do fluxo de caixa e do planejamento financeiro.
Os erros que mais comprometem as empresas
Entre os principais equívocos estão permanecer anos no mesmo regime tributário sem revisão técnica, desperdiçar créditos tributários, manter contratos desatualizados e acreditar que apenas o setor fiscal será responsável pela adaptação à reforma. "Muitas empresas permanecem anos no mesmo regime porque sempre funcionou daquela forma. Só que o
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