As operações de crédito com garantia de veículo cresceram 17,83% no primeiro semestre de 2026, enquanto o endividamento das famílias encadeava o sexto recorde consecutivo. As duas curvas descrevem o mesmo fenômeno visto de lados opostos
As operações de crédito com garantia de veículo cresceram 17,83% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Índice PO27 de Crédito com Garantia Veicular. O avanço ocorreu em quatro das cinco regiões do país: Centro-Oeste (+32,12%), Sul (+24,17%), Sudeste (+18,03%)
e Nordeste (+14,10%). O Norte foi a única região com retração, de 2,71%.
No mesmo período, o indicador de endividamento das famílias seguiu na direção oposta. A PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio), registrou 82% das famílias com dívidas a vencer em julho, sexto recorde seguido da série iniciada em 2010 e 3,5
pontos percentuais acima de julho de 2025. O percentual de famílias com mais da metade da renda comprometida subiu para 19%.
A leitura conjunta das duas curvas é o dado relevante para o mercado de crédito. O crescimento do produto com garantia de veículo não está sendo puxado apenas pela compra de carros, já que parte relevante das operações tem como destino a substituição de dívida cara contratada em
linhas sem garantia.
A diferença de preço explica boa parte do movimento. Enquanto a taxa média do crédito pessoal não consignado oscilou entre 8,4% e 8,6% ao mês no primeiro semestre, segundo o Banco Central, operações com veículo quitado em garantia partem de patamares promocionais próximos de 1,09% ao mês mais
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