Especialista em dor destaca a importância de identificar o mecanismo predominante da dor e construir estratégias individualizadas para pacientes com fibromialgia e dor neuropática
A busca por estratégias mais individualizadas para o tratamento da dor crônica tem ampliado o espaço de abordagens integrativas na medicina. Nesse cenário, a cannabis medicinal pode representar uma ferramenta terapêutica relevante para determinados pacientes, especialmente em casos de fibromialgia e dor neuropática, quando indicada de forma criteriosa
e integrada a outras estratégias de cuidado.
De acordo com a médica fisiatra e especialista em dor Dra. Grasiele Correa de Mello, a atuação dos canabinoides está relacionada ao sistema endocanabinoide, que participa da regulação de mecanismos associados à dor, ao sono, ao humor, à resposta ao estresse e a processos inflamatórios. A modulação dessas
vias pode contribuir para reduzir a intensidade da dor e melhorar sintomas frequentemente associados aos quadros crônicos, como insônia, ansiedade, fadiga e dificuldade de recuperação.
Antes de tratar a dor, é preciso compreender seu mecanismo
Um dos pontos fundamentais de uma abordagem personalizada é reconhecer que a dor crônica não se manifesta da mesma maneira em todos os pacientes.
Na dor neuropática, por exemplo, alterações ou lesões nos nervos podem provocar sensações características, como queimação, choques, formigamento e hipersensibilidade. Já na fibromialgia, é comum a presença de sensibilização central, processo em que o sistema nervoso passa a processar determinados estímulos de maneira amplificada, fazendo com que sensações
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