Há lugares que se compram. E há lugares que se conquistam. No distrito privado erguido às margens do Corumbá IV, o acesso não é por metro quadrado: é por convite, e essa escolha diz mais sobre o projeto do que qualquer amenidade
No mercado de alto padrão, exclusividade quase sempre é sinônimo de preço: o filtro é o valor do metro quadrado, e a vizinhança é o resultado acidental dele. O Founder Circle, porta de entrada da Fazenda do Lago, projeto de mais de 3 milhões de metros quadrados às
margens do Lago Corumbá IV, a 1h10 de Brasília, partiu de outra régua. É uma curadoria de membros que assume, sem rodeio, que a composição do grupo faz parte do produto.
A lógica não é inédita, só é rara no setor imobiliário. Clubes de associados operam há décadas sobre o mesmo princípio: quem entra é selecionado por afinidade, e o valor da associação está menos no equipamento físico do que em quem se encontra nele. Casos como o do
Soho House mostraram que uma comunidade selecionada por sintonia sustenta um vínculo mais durável do que a barreira de preço isolada. A Fazenda do Lago traduz essa gramática para o território.
E a tradução é literal. São 470 lotes na primeira fase, distribuídos em 33 quadras ao longo de mais de 3 milhões de metros quadrados: menos de um lote para cada 6 mil metros quadrados de projeto. A baixa densidade não é adjetivo de folheto, é a condição
que impede a experiência de se massificar, e o que permite que a curadoria signifique alguma coisa. Selecionar quem entra só faz sentido quando o número de vagas é pequeno o suficiente para que cada entrada altere o conjunto.
"A curadoria não é sobre quem fica de fora. É sobre a qualidade do convívio de quem está dentro. O que vendemos, no fim, é a vizinhança." destaca Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR.
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