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Superapps de benefícios avançam sobre um mercado de R$ 150 bilhões

01/09/2026

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Abertura regulatória do PAT e consolidação da telessaúde aceleram a corrida por plataformas que reúnem saúde, cashback e descontos em um único aplicativo. A disputa agora é pela conta única do benefício, dentro e fora da relação de emprego.

O mercado brasileiro de benefícios corporativos, estimado em cerca de R$ 150 bilhões ao ano, vive sua fase mais competitiva em décadas. Projeções da consultoria Technavio apontam expansão média superior a 9% ao ano, com incremento adicional de US$ 6,99 bilhões até 2028, em um segmento que durante

muito tempo concentrou perto de 90% do market share em poucos emissores tradicionais de vales.

Dois vetores explicam a abertura. O primeiro é regulatório: a Lei 14.442, de 2022, e o Decreto 11.678, de 2023, admitiram os chamados arranjos abertos no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), permitindo a entrada de fintechs e plataformas de tecnologia em um sistema que beneficia mais de

20 milhões de trabalhadores. O segundo é comportamental: pesquisas do setor indicam que mais da metade dos profissionais brasileiros prefere um pacote de benefícios melhor a um aumento salarial equivalente, o que pressiona empresas a ampliar e sofisticar a oferta.

A resposta do mercado tem sido a convergência. Em vez de um cartão para alimentação, um convênio para saúde e um clube de vantagens apartado, ganham espaço as plataformas que concentram múltiplos benefícios em uma única interface, no desenho que o setor de tecnologia batizou de superapp. A

telessaúde é a âncora natural dessa convergência: dados do Painel de Indicadores da Saúde Digital Brasil, compilados com a Serasa Experian, mostram que os benefícios corporativos já custeiam 31% dos quase 8 milhões de atendimentos de telessaúde registrados no país entre 2020 e 2025, atrás apenas dos planos