Grandes empresas sempre tiveram departamento tributário. A pequena e média empresa nunca teve, e pagou por isso. A combinação do contador de confiança com uma consultoria especializada muda essa conta, sem mudar a estrutura da empresa
Poucos custos são tão democráticos quanto a complexidade tributária brasileira. O país chegou a ser apontado pelo Banco Mundial como o lugar onde as empresas mais gastam horas por ano para cumprir obrigações fiscais, na casa de 1,5 mil horas. A diferença é que a grande empresa enfrenta
essa complexidade com um departamento tributário inteiro, advogados de banca e consultorias permanentes. A pequena e média empresa enfrenta com uma pessoa: o contador. E, durante muito tempo, essa assimetria se traduziu em dinheiro deixado na mesa, porque oportunidade tributária que ninguém analisa é oportunidade que não existe.
Esse desenho começou a mudar, e o motor da mudança não foi a PME contratar estrutura, foi o contador dela aprender a somar. A combinação entre o escritório contábil que conhece a empresa e a consultoria tributária especializada que domina a camada técnica dá à empresa menor acesso
ao mesmo tipo de inteligência fiscal que antes era artigo de corporação. Para a PME, a consultoria tributária deixou de ser luxo de grande empresa e virou vantagem competitiva acessível. O caminho passa por quatro pontos.
1. O contador é a porta de entrada, não o gargalo
Ninguém está em melhor posição para enxergar oportunidade tributária na PME do que o contador que a atende. Ele conhece o regime, o histórico, o ritmo de crescimento e as mudanças da operação. O que falta na rotina de conformidade não é informação, é tempo e profundidade para
transformar sinal em análise. Quando o contador entende que o papel dele é ler o sinal, e não executar sozinho a frente técnica, a porta se abre sem que a empresa precise contratar nada além do que já tem.
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