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Casa de campo em Goiás: o que os compradores passaram a exigir (e por que o clube agora vem antes do lote)

01/09/2026

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Às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia, um empreendimento de 3 milhões de metros quadrados inverte a ordem tradicional do loteamento rural. A infraestrutura vem primeiro. O terreno, depois. E o mercado de segunda residência no entorno de Brasília acompanha a virada.

Em Abadiânia, no centro do estado de Goiás, a paisagem que sustentava pasto e lavoura passou a sustentar outra coisa. A cerca de 1h10 de Brasília pela BR-060, a terra do cerrado goiano vem sendo reorganizada por um tipo de comprador que não chega atrás de área produtiva

nem de sítio de fim de semana no formato clássico. Chega atrás de contexto.

Durante décadas, comprar uma casa de campo em Goiás significou aceitar uma troca: paisagem em abundância, infraestrutura por conta própria. O poço, o gerador, a segurança, o lazer, tudo era problema do comprador. Esse cliente ficou mais seletivo, e a mudança redesenhou o mercado de segunda residência no

entorno de Brasília e Goiânia.

O comprador atual chega com exigências de morador, não de visitante: acesso asfaltado de ponta a ponta, segurança estruturada, conectividade, lazer que justifique a ida semanal e liquidez que proteja o patrimônio. A consequência prática é uma inversão na ordem dos empreendimentos. Os projetos que lideram a nova

safra entregam a infraestrutura antes de vender a rotina.

Boa parte dessa nova safra se organiza em torno de um mesmo acidente geográfico, e ele é artificial. O Lago Corumbá IV nasceu da barragem da usina hidrelétrica de mesmo nome, inaugurada em 2006 e operada pela Corumbá Concessões. O reservatório represou aproximadamente 173 km² de água, cerca

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