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Ultraprocessados não deveriam ter espaço em escolas e hospitais

28/08/2026

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Dr. Rafael Pelosi defende mudanças na alimentação oferecida em instituições que deveriam atuar também na promoção da saúde

Escolas e hospitais têm em comum uma responsabilidade que vai além de suas funções tradicionais: contribuir para a promoção da saúde. Para o Dr. Rafael Pelosi, esse princípio deveria se refletir também na alimentação oferecida nesses ambientes. Na avaliação do profissional, a presença frequente de alimentos ultraprocessados em

cantinas escolares e refeições hospitalares precisa ser revista.

A discussão não envolve apenas escolhas individuais, mas a forma como esses produtos são disponibilizados em espaços institucionais. Segundo Pelosi, não é coerente estimular hábitos alimentares saudáveis entre crianças e, ao mesmo tempo, manter à disposição refrigerantes, doces, salgadinhos e outros produtos ultraprocessados dentro das escolas.

Entre os alimentos que fazem parte desse cenário estão refrigerantes e outras bebidas açucaradas, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, embutidos como salsicha, presunto e mortadela, além de macarrão instantâneo e refeições ultraprocessadas prontas.

Para o cirurgião-dentista e pesquisador em saúde da família, o ponto central não está no consumo eventual de um determinado alimento, mas na oferta recorrente e institucionalizada desses produtos. Muitos deles apresentam alta concentração de açúcar, sódio e gorduras, além da presença de diversos aditivos, podendo ocupar o

espaço que deveria ser destinado a alimentos in natura ou minimamente processados.

Na infância, os hábitos alimentares são construídos a partir de diferentes influências, incluindo a família, a publicidade e o próprio ambiente escolar. Por isso, Pelosi considera que a escola pode ter um papel importante na formação de escolhas mais saudáveis.

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