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A memória do servidor dobrou de preço e tirou a empresa média do jogo da IA

26/08/2026

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Enquanto os data centers de inteligência artificial consomem a capacidade global de fabricação de chips, o módulo de memória que faz um servidor funcionar saltou de US$ 450 para mais de US$ 900 em poucos meses. Para a pequena e a média empresa brasileira, o efeito prático é

ficar de fora da corrida por um motivo que ninguém está discutindo: preço de hardware. Há saídas, e elas não passam por comprar equipamento de última geração

Nos últimos dois anos, a conversa sobre inteligência artificial nas empresas girou em torno de software: qual modelo usar, qual caso de uso priorizar, como treinar o time. A discussão sobre infraestrutura ficou restrita às grandes companhias, que compram capacidade computacional em escala. Em 2026, essa separação deixou

de existir. O componente mais banal de um servidor, a memória, virou o gargalo que define quem consegue e quem não consegue rodar IA dentro de casa.

Os números explicam o tamanho do problema. Segundo a Counterpoint Research, um módulo RDIMM de 64 GB, usado em servidores corporativos, custava cerca de US$ 450 no fim de 2025 e ultrapassou os US$ 900 no primeiro trimestre de 2026, com projeção de romper a barreira dos US$

1.000. A TrendForce mediu alta de cerca de 93% a 98% nos contratos de DRAM convencional no primeiro trimestre de 2026 sobre o trimestre anterior, e projeta novo avanço na casa de 60% no trimestre seguinte. O Gartner projeta elevação de 125% nos preços anuais de DRAM ao

longo de 2026 e não espera alívio significativo antes do fim de 2027.