Acordo entre Greenfort University e Karsen Global permite que profissionais brasileiros cursem uma pós-graduação dos Estados Unidos sem sair do país e sem os custos de uma formação presencial no exterior, com possibilidade de aproveitamento de créditos
A Análise do Comportamento Aplicada, conhecida pela sigla ABA (do inglês Applied Behavior Analysis), é uma das principais abordagens científicas no trabalho com pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista). Não é uma terapia, uma técnica isolada nem um protocolo fechado: é uma ciência que estuda como o
comportamento é aprendido e moldado pela relação com o ambiente e usa esse conhecimento para desenvolver habilidades e ganhar autonomia. Cada intervenção é individualizada e orientada por dados. Além do autismo, a ABA também é aplicada em áreas como educação e saúde.
Nos últimos anos, a área deixou de ser um campo restrito e passou a servir de referência em contextos clínicos, educacionais e organizacionais no Brasil. O Censo Demográfico de 2022 identificou 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados com TEA, o equivalente a 1,2% da população. A partir disso, uma
nota técnica do Conselho Federal de Psicologia descreve um aumento expressivo da demanda por serviços associados à Análise do Comportamento Aplicada e uma rápida expansão de clínicas e serviços, nem sempre acompanhada do devido controle de qualidade. O documento alerta que o crescimento acelerado do setor, sem formação
qualificada e supervisão adequadas, pode comprometer a qualidade dos atendimentos. Nesse cenário, tornam-se especialmente relevantes a formação específica, a atualização contínua com base na literatura científica e a supervisão por profissionais experientes, uma vez que, como a profissão ainda não é regulada no Brasil, os profissionais mais qualificados
buscam formações alinhadas a padrões internacionais.
Existe, porém, uma barreira concreta. Boa parte dos profissionais de ABA atua presencialmente, em clínicas e escolas, com uma agenda de atendimento que torna inviável interromper o trabalho para morar fora e cursar um mestrado presencial. Essa limitação afeta não só o acesso à pós-graduação, mas também a
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