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De Capão da Canoa (RS) à mesa dos fundos: o caminho de uma captação de R$ 80 milhões

20/08/2026

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A emissão de CRI da D1 Empreendimentos levou sete meses e revelou que manter a empresa organizada com alto nível de governança foi o diferencial

Existe um degrau na vida de uma empresa média que quase ninguém descreve por dentro. É o momento em que ela para de financiar o crescimento só com recurso próprio e crédito bancário e passa a acessar o mercado de capitais. O ambiente é o mesmo das companhias

grandes, com as mesmas exigências. Não há desconto por porte nem por região.

A D1 Empreendimentos, incorporadora do litoral norte do Rio Grande do Sul, subiu esse degrau numa operação de CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) estruturada pela Monte Bravo e vinculada ao Occhi Marina Club, às margens da Lagoa dos Quadros, em Capão da Canoa. A emissão foi feita pela

Canal Companhia de Securitização, com a D1 na posição de devedora dos créditos imobiliários que servem de lastro. A estrutura prevê três séries, que somadas podem chegar a R$ 80 milhões. A primeira, de R$ 20 milhões, foi subscrita e integralizada por um único fundo de investimento.

Da primeira consulta às casas estruturadoras até a liquidação da série inicial, foram sete meses. Para quem pensa em seguir o mesmo caminho, o número importa menos do que a preparação: o que a empresa já tinha construído e o que precisou criar do zero.

O que a operação exige e o que a empresa tinha

Uma emissão no mercado de capitais é precedida de uma análise que vai além da contabilidade. O investidor e os agentes que estruturam a operação examinam o projeto e, com o mesmo rigor, as demonstrações financeiras, os contratos, o histórico de entregas, a estrutura societária e a qualidade

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