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Por que a reprodução assistida movimentará R$ 3 bilhões no Brasil em 2026

12/08/2026

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Boom demográfico, adiamento da maternidade e novas configurações familiares impulsionam o setor de reprodução assistida no país, que já se consolida como o maior da América Latina

O mercado brasileiro de reprodução assistida vive um momento de forte expansão e deve movimentar R$ 3 bilhões em 2026, consolidando o país como o maior polo do segmento na América Latina (dados da consultoria Redirection International). Impulsionado por transformações demográficas, pelo avanço da ciência e pela quebra

de tabus culturais, o setor atrai cada vez mais brasileiros em busca de tratamentos de fertilidade e preservação reprodutiva.

O cenário reflete uma tendência global apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva enfrenta dificuldades para engravidar ao longo da vida, o equivalente a pouco mais de 16% da população. No Brasil, essa realidade ganha contornos próprios com a mudança

no perfil das famílias, o crescimento das produções independentes, a busca por casais homoafetivos e o avanço da carreira feminina, que tem levado muitas mulheres a postergar o sonho da maternidade.

Para a Dra. Paula Fettback, especialista em Reprodução Humana pela FEBRASGO, o crescimento expressivo do setor nos últimos anos é fruto de uma combinação de fatores biológicos e comportamentais.

"Esse crescimento é resultado de uma combinação de fatores. O primeiro é demográfico: homens e, principalmente, mulheres estão postergando a vida reprodutiva. No Brasil, isso já aparece claramente nas estatísticas de nascimento. Do ponto de vista biológico, entretanto, nossa sociedade mudou muito mais rapidamente do que a nossa