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IA amplia precisão na seleção embrionária e na preservação da fertilidade

10/08/2026

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Dr. Vinícius Bassega, referência em reprodução assistida, explica o impacto da inteligência artificial na escolha embrionária e por que a tecnologia ainda depende da experiência humana para alcançar os melhores resultados

O avanço da inteligência artificial já começa a mudar a rotina de laboratórios de fertilização in vitro em diferentes partes do mundo. Em meio ao crescimento da maternidade tardia, da procura por congelamento de óvulos e do aumento dos tratamentos de reprodução assistida, sistemas capazes de acompanhar o

desenvolvimento embrionário em tempo real passaram a auxiliar especialistas na escolha de embriões com maior potencial de implantação.

Hoje, parte dos embriões produzidos em clínicas de fertilização já permanece em incubadoras equipadas com inteligência artificial. A tecnologia registra milhares de imagens durante os primeiros dias de desenvolvimento embrionário e utiliza algoritmos para identificar padrões associados a melhores chances de evolução. A partir dessa análise, os embriões

recebem pontuações que ajudam os embriologistas no processo de seleção para transferência.

O tema vem sendo estudado internacionalmente há pelo menos cinco anos, entre 2020 e 2025, em pesquisas que avaliam até que ponto a inteligência artificial pode auxiliar na redução de falhas em tratamentos de fertilização in vitro.

Um dos estudos mais relevantes sobre o tema, publicado na revista científica Fertility and Sterility em 2025, analisou 68.471 embriões e validou a utilização da IA como ferramenta complementar na seleção embrionária. Segundo os pesquisadores, os embriões classificados com melhores scores pelo sistema apresentaram maiores taxas de implantação