Escritório gaúcho de consultoria tributária alerta que impactos no fluxo de caixa e no capital de giro podem pesar mais que a própria definição das alíquotas, num momento em que a maioria das empresas ainda não começou a se preparar.
A discussão pública sobre a Reforma Tributária costuma parar num ponto: quais serão as alíquotas. Para especialistas em direito tributário, porém, esse não é o dado que mais deveria preocupar empresários. O que muda de fato é o caixa. A nova sistemática de tributação sobre o consumo altera
fluxo de caixa, formação de preço e relação com fornecedores, merecendo atenção especial enquanto ainda há margem de preparação..
Uma pesquisa do CRC-SP de janeiro de 2026 demonstrou que 72% das empresas não estão preparadas para a Reforma Tributária, enquanto que 33,2% ainda não iniciaram qualquer discussão internamente sobre os impactos da Reforma Tributária, nem mesmo preliminares. Esses números são impactantes e demonstram uma realidade brasileira: a
falta de preparação para as grandes mudanças.
"O problema não é a empresa estar correndo riscos. É não saber que está correndo esses riscos", diz Bruno Werner Manfron, sócio da área tributária do ZA Advogados (Zimmermann Almeida Advogados), escritório com sede no Rio Grande do Sul. É essa lógica, segundo ele, que orienta o trabalho
do escritório com clientes de portes e setores diferentes: mapear o risco antes que ele apareça na conta.
Um exemplo concreto veio de um estudo que o escritório conduziu para uma indústria com a Reforma Tributária já em vigor. A receita bruta da empresa subiria 4,22% ao ano. O custo, no entanto, subiria 9,53% no mesmo período. A diferença chegaria na casa de R$10 milhões por
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